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Viagem para a Amazônia: a busca pela empatia entre povos de todas as etnias

Um relato da saga desta expedição liderada pelo Rabino Joseph Saltoun estabelecendo contato espiritual com tribos indígenas em solo brasileiro


No mês de dezembro de 2019 publicamos a primeira etapa do projeto Amazônia – Conexão com as Origens, que aconteceu na cidade de Alter do Chão, no estado do Pará, em visita e convivência com a tribo Munduruku.

Dando continuidade ao projeto, o Rabino Joseph e o grupo de expedicionários estiveram no estado do Acre, região amazônica, para um novo e emocionante contato com a tribo Apurinã.

Antes, porém, vamos conhecer essa tribo e suas aldeias.

Os Apurinã, que se autodenominam Popingá ou Kangitê, são um grupo tradicionalmente migrantes falantes do tronco linguístico Aruak-Maipure.

No que tange especificamente ao povo Apurinã, foram diversas as participações deles no ciclo dos seringais: grupos inteiros foram assassinados, alguns chegaram a vender seus produtos assim como outros trabalharam como seringueiros. Os sobreviventes relatam massacres, torturas, escravidão e batalhas e guerras pela terra. No entanto, outros indígenas tiveram contato com não índios somente na época da Grande Guerra, quando se estima que mais de 50 mil nordestinos deslocaram-se para a região, denominados, por sua vez, de “soldados da borracha.”

Hoje, o sul do Amazonas ainda possui extensas áreas florestadas, com aproximadamente quatro milhões de hectares de terras indígenas e unidades de conservação, mas tem sofrido com o avanço das frentes de desmatamento para expansão de atividades agropecuárias vindas de Rondônia e Mato Grosso.

Relato do Rabino Joseph Saltoun


Pela segunda vez em solo amazônico, a primeira foi em Alter do Chão no Pará, eu me senti mais preparado e mais aberto para as coisas novas que vivemos no estado do Acre. Visitamos duas aldeias que pertencem ao povo Apurinã.

A primeira aldeia que fica próximo à cidade de Rio Branco, capital do estado do Acre, é uma aldeia bem simples, com pessoas mais modestas e menos sofisticadas. Observei que na realidade as pessoas dessa aldeia vivem para sobreviver numa incansável luta por direitos do indígena e até mesmo por direitos humanos, porém, não quero entrar no mérito governamental.

O objetivo principal para realizar esta expedição, registrando tudo em áudio e video, foi o de mostrar o contato por meio de diálogos e rituais indígenas para o povo brasileiro, e assim estabelecer empatia aos povos indígenas, como também conhecer esses seres que são humanos tanto quanto nós. São pais, mães, filhos, filhas, que possuem uma cultura diferente da cultura urbana das grandes cidades. Uma cultura nativa, original, que também através da Cabalá quero passar uma mensagem de responsabilidade da população brasileira com as nações indígenas, para que seja estabelecido o respeito e a preservação desses povos nativos.

Dentro dessa linha de preservação podemos incluir o conhecimento dos caciques e xamãs sobre

a agricultura florestal, para a sobrevivência dos animais, das aves e também dos seres humanos do nosso planeta.

A relação íntima e espiritual que os povos indígenas possuem em relação à floresta e à natureza é algo impressionante. Eu faço aqui um convite para que cada ser deste planeta venha vivenciar e fazer contato através de interação íntima e profunda com a floresta, assim como eles, os indígenas, fazem de forma natural.

Nos últimos vinte ou trinta anos a ciência, por meio de biólogos e até arqueólogos, vem buscando resgatar esta cultura milenar, bem superior a cinco mil anos.

Uma das novidades e até chocante, no bom sentido da palavra, foi o fato de que a floresta amazônica foi implantada. Sim, é difícil imaginar que uma floresta com estas dimensões geográficas, teve suas árvores plantadas por seres humanos, e aos poucos estaremos percebendo isso.

Na segunda aldeia visitada, o Xamã nos levou para um local próximo onde tinha um aeroporto clandestino que após o abandono, o povo dessa aldeia plantou árvores nativas regionais que também são árvores medicinais, promovendo assim um reflorestamento.

O Xamã e os seus dois filhos nos levaram para um passeio, e no caminho eles mostravam que uma determinada árvore era "pai" daquela árvore, a outra árvore era "avô" daquela outra árvore, e assim mostraram como a floresta amazônica foi criada e reflorestada. Para mim foi algo incrível receber essa informação testemunhando o fato real diante dos meus olhos.

Ouvir as histórias desses povos, receber conhecimentos relacionados a tudo o que lá existe, logo entenderemos que é possível criarmos uma floresta.

Existem estudos elaborados por cientistas sobre uma faixa chamada “Terra Preta”. Trata-se de uma camada de terra preta com dois metros de profundidade, que também foi preparada pelos indígenas com elementos nutrientes naturais, que pode ser explicado até aqui como um alto conhecimento desse povo em relação à ordem natural da sua cultura milenar. Algo que nem mesmo os cientistas conseguiram explicar ainda, a formação dessa faixa altamente nutritiva.

Podemos assim dizer que o resgate de gerações desse conhecimento nativo, poderão ser explicados com o conhecimento cósmico.

Acredito que a Cabalá e o contato com o mundo espiritual irão ajudar no resgate da alma original dos povos indígenas, e através da alma o conhecimento vai reaparecer.


imagens: Marcos Tironi

Sobre o Rabino Joseph Saltoun

Joseph Saltoun, Rabino, escritor e estudioso espiritual, é um dos principais guias do estudo da Cabalá em nossos tempos. Em 1982, aos 22 anos de idade, ele foi iniciado nesta Sabedoria Divina.

Desde então, ele tem ensinado em muitos países, e ao mesmo tempo escrevendo e publicando livros em diferentes idiomas. No Brasil dirigiu o Centro de Estudos de Cabalá, SP, nos anos 1997-2004.

Atualmente, reside no Canadá e viaja o mundo passando seus ensinamentos espirituais da Kabbalah aos grupos de estudos.

Livros publicados:

Kabbalah e a Reencarnação; O Estudo das 10 Emanações Luminosas; Kabbalah e Prosperidade – A arte de viver uma vida próspera e sustentável; Nos Passos do Hebreu – Uma viagem ao Egito, Jordânia e Israel ao espírito da Cabalá; O Despertar da Consciência; Portal das Reencarnações; Orações Cabalistas, a Arte de Orar segundo a Cabalá; Reencarnação; Árvore da Vida; A Kabbalah e as Chaves Secretas do Universo; Áudio da Prosperidade; Hagadá de Pêssach; Alma Gêmea (áudio); Astrologia – A Arte de Viver Bem (apostila)

loja virtual: http://www.josephsaltoun.com.br/loja

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