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Controlando a raiva

por Fernando Martins

Colaboração de Vera Santos | Kabbalah e Amazônia


Zohar Korach


"Agir com raiva é o mesmo que içar a vela na tempestade”. Eurípedes


O Zohar nos ensina que a raiva vem com o ‘elixir da morte’. Desperta nosso lado negativo: é como fogo consumindo a luz interior da pessoa e afeta também o ambiente. Quando uma pessoa oferece um animal como sacrifício ao sacerdote, ela se desconecta do lado negativo quando o sacerdote o aceita, ou quando o animal é queimado no altar.


O lado Esquerdo é o aspecto do Fogo, e o direito é o aspecto da Água. Todas as bênçãos da Torá são do lado Direito e o sacerdote é o canal para elas. Ele traz a Direita e como a Água, apaga o Fogo.


Devemos evitar a raiva assim como devemos evitar venenos mortais. Num só momento de raiva, podemos perder toda a Luz de nosso recipiente interno. Perdemos um longo tempo e esforço para recuperar o que perdemos. A melhor forma de resolver isso é nos conectando ao lado Direito. Devemos nos arrepender e dar Tsedaká para desintoxicar nosso recipiente.


Para superar a raiva, é preciso fazer um ‘acordo’ conosco, combinando que iremos doar uma quantia específica de Tsedaká ao nosso canal favorito de Luz. O lado negativo sabe que Tsedaká é uma poderosa conexão com a Luz e dependendo de nosso nível espiritual, prefere nos deixar em paz do que nos levar à raiva. Podemos estabelecer a quantia calculando a equivalência à uma hora de nosso trabalho. Na Shabat, o dobro dessa quantia, pois a Luz mais elevada da Shabat é também perdida. O Zohar nos ensina que a raiva na Shabat quebra a conexão com a luz de Biná. Isso nos lembra que a hora extra de trabalho foi causada por nossa entrega ao lado negativo.


A raiva é o aspecto da fraqueza ou ausência de fé no Nome Sagrado (o Tetragrama). Tenha sempre a imagem do Tetragrama próxima. Ela protege nosso sistema imunológico espiritual e físico.

(tradução da postagem do Dayli Zohar, de Zion Nefesh: https://dailyzohar.com/daily-zohar-2464/)


Quem abre a porta para a raiva é o nosso Ego, quando seus desejos são contrariados.

Os cabalistas não acreditam que a raiva em si seja um pecado, porém ela nos leva à uma consciência pecadora (sempre lembrando que ‘pecado’ para os cabalistas é quando fazemos mal à nossa alma).


Quando agimos sob a influência da raiva, somos capazes de realizar vários atos que nos ‘roubam’ a Luz em poucos instantes, pois não lidamos de forma equilibrada com os assuntos que tratamos. Devemos, nesse momento, parar nossas ações e usar as ferramentas cabalistas ou outras, para sair do estado de raiva.


Contemplar o nome sagrado na forma indicada não só ajuda a controlar nossos momentos de raiva, como também age como uma ‘vacina’, evitando que eles ocorram.


Paz e Serenidade a todos!


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