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Comunidade Hebraica Cabalista comemora 5780 anos: Rosh Hashaná

Shaná Tová Umetucá - Que seja um ano bom e doce


O toque do Shofar

Antes de abordar o assunto sobre as comemorações do Rosh HaShaná, vou reproduzir a mensagem postada na página oficial no Facebook do Rabino Joseph Saltoun - Kabbalah Sem Fronteiras, no dia 27/9, véspera das comemorações:


"Estamos às vésperas do Rosh HaShaná, Novo Ano, Novo Ciclo. Na parachat desta semana, Moisés chama todos os filhos de Israel, isto é, todos nós, para serem nomeados e assumirem o pacto da nossa missão. Nitsavim, significa não apenas estar de pé, aguardando a orientação da missão a ser cumprida, mas com a postura de ser responsável por si e pelo TODO. Assumir o trabalho divino, sair da posição da vítima e vivenciar toda liberdade que Moisés, como nosso grande Mestre, trouxe potencialmente para nós. Qual será a sua posição no próximo ano? Podemos subir aos mundo superiores e anular nossa negatividade através da consciência chave para a próxima década que é: COLABORAÇÃO. Desejo Shabat Shalom a todos com imagem de um dos momentos mais importantes do último ano, um dos mais valiosos da minha jornada como Rabino Peregrino, levando grupo de alunos para a festa de Purim na Casa de Esther e Mordechai na Pérsia, Irã! Que momentos especiais como este, sejam sempre manifestados à todos que seguem o caminho da Luz."


Rosh Hashaná é o aniversário do Universo, o dia em que Deus criou Adão e Eva, e o sexto dia da criação. É celebrado como o evento mais importante do ano hebraico cabalista. Começa ao pôr do sol na véspera de Tishrei, que neste ano do calendário gregoriano foi no dia 29 de setembro e terminou no anoitecer em 2 de Tishrei, na terça-feira 1º de outubro.


Tishrei:

O mês de Tishrei é o sétimo no calendário judaico. Isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná, o Novo Ano, é no primeiro e segundo dia de Tishrei. A razão é que a Torá fez o mês de Nissan o primeiro do ano, para enfatizar a importância histórica da libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e que assinalou o nascimento de nossa nação.

Entretanto, de acordo com a tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou mais exatamente, Adam (Adão) e Chava (Eva) foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por isso, Rosh Hashaná é celebrado nesta época.


Para você que está interessado em conhecer a Cabalá, ou mesmo para quem já está iniciando, deve ter ouvido ou lido que o Rosh Hashaná é o "Ano Novo Judaico". Não está errado, porém, a missão mais relevante da Cabalá é a de resgatar a ordem original da criação e a essência de todas as religiões. Por essa razão é que a nomenclatura habitual neste estudo é "Ano Novo Hebraico Cabalístico". O Rabino Joseph Saltoun acrescenta nesta explicação que ao ser mencionado "Ano Novo Judaico", fica restrito ao povo judeu e a Cabalá explica que Rosh Hashaná é o momento em que abre-se um portal de um ciclo novo para toda a humanidade, indiscriminadamente de religião e crença.


O primeiro dia de Tishrei, que é o primeiro dia de Rosh Hashaná, jamais pode cair num domingo, quarta ou sexta-feira. Historicamente, entretanto, o primeiro Rosh Hashaná foi numa sexta-feira, o sexto dia da Criação. Neste dia, D'us criou os animais dos campos e das selvas, e todos os animais rastejantes e insetos, e finalmente - o homem. Assim, quando o homem foi criado, encontrou tudo pronto para ele.

Nossos sábios viram nisso a ordem da Criação, como a consideração do bom anfitrião que, antes de convidar um hóspede de honra, coloca a casa em ordem, prepara as lâmpadas mais brilhantes, uma refeição deliciosa, etc., para que seu convidado encontre tudo preparado. Mas também vêem nisto uma profunda lição: se o homem é merecedor, é tratado como um convidado de honra; se não o merece, dizem-lhe: "Não fique orgulhoso de si mesmo, pois até um inseto foi criado antes de você!"


Etapas das celebrações

"Rosh Hashaná é uma época de 21 dias divididas entre 2 dias de celebrações (neste ano 29 e 30 de setembro), 8 dias, contados a partir do dia 1º ao dia 8 de outubro culminando com o Yom Kipur (início no por do Sol do dia 8 ao por do Sol do dia 9) conhecido como o Dia da Expiação. Depois conta-se mais 11 dias da celebração da chamada "Festa das Cabanas". São 21 dias de um trabalho espiritual e profundo, para prepararmos o nosso próximo ano", explica o Rabino Joseph Saltoun.


Yom Kipur:

É o dia mais sagrado do ano. O dia no qual estamos mais perto de Deus e da quintessência de nossas almas. É o Dia da Expiação – “Pois neste dia Ele te perdoará, te purificará, para que sejas purificado de todos os teus pecados perante Deus” (Levítico 16:30).


Rituais: o toque do Shofar, um instrumento sagrado (foto de capa)

Nos tempos antigos, o Shofar era usado em ocasiões solenes. A palavra Shofar é mencionada pela primeira vez em conexão à Revelação Divina no Monte Sinai, quando "a voz do Shofar era por demais forte e todo o povo do acampamento tremeu".

O toque do Shofar em Rosh Hashaná é um mandamento da Torá. É um preceito como todos os outros da fé judaica e, portanto, deve ser feita uma bênção especial antes de cumpri-lo.

O propósito da bênção é agradecer a Deus por nos ter santificado com Seus mandamentos e nos ter dado a oportunidade de cumprir a 'Sua' vontade. Esta bênção, em geral, é um preparo para que nossos atos não sejam realizados apenas pela força do hábito e, sim, conscientemente, sabendo seu significado e perante "quem" devemos agir. A bênção antes do toque do Shofar tem a mesma finalidade.


Esta é a bênção: "Bendito és Tu, ó Senhor, nosso Deus, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou ouvir a voz do Shofar." Começamos a bênção na segunda pessoa – como se estivéssemos diretamente perante Deus – mas a terminamos na terceira pessoa – pois Deus é Onipresente e Invisível, Santo e além da compreensão. Todas as bênçãos apresentam esta mesma estrutura.


O Shofar é feito de um chifre de animal casher (considerado limpo). Qualquer chifre pode ser usado para o Shofar, exceto vaca ou touro, pois estes chifres são chamados em hebraico de "keren" e não Shofar, e também porque seu chifre poderia remeter ao Bezerro de Ouro que os filhos de Israel fizeram no deserto, ao deixarem o Egito.

Geralmente, e de preferência, o Shofar é feito de um chifre de carneiro, em memória do carneiro que foi oferecido em lugar de Isaac, que permitiu-se ser atado e colocado sobre o altar como um sacrifício a Deus.


Rituais: alimentos

Inicia-se a refeição festiva nas duas noites de Rosh Hashaná fazendo o Kidush com uma taça cheia de vinho doce, fazendo a ablução ritual das mãos (Netilat Yadayim) e comendo Chalá molhada no mel ou açúcar – um pedaço do qual é distribuído a todos os presentes. Antes de ser servido o jantar, é costume comer certos alimentos simbólicos nesta festa. O consumo de cada um deles é precedido por uma bênção ou uma pequena oração. Apesar de variarem entre as diferentes comunidades esses alimentos, o ritual de Rosh Hashaná é adotado por todo o Povo Judeu.


Rituais: orações


Orações pela eliminação de nossos inimigos

Após comer pedaços de maçã molhados no mel ou açúcar, come-se três alimentos: acelga, tâmara e alho-poró ou cebola – e as preces correspondentes se referem aos inimigos. Tais orações contêm um linguajar duro. Pede-se para que Deus remova, elimine e extirpe os inimigos. À primeira vista, é estranho que em uma festividade judaica – especialmente a que marca o início de um novo ano – estejam presos a essa negatividade e pensando em nos inimigos. Evidentemente, há importantes razões para fazê-lo.

Nenhum judeu jamais pode esquecer que, ao longo da história, tiveram muitos inimigos que, sem qualquer razão, perseguiram e tentaram exterminar o povo judeu.

Orações para obter méritos e praticar mitzvot

As três preces seguintes e seus respectivos alimentos compartilham um tema comum: méritos e mitzvot – ou seja, mandamentos Divinos e boas ações.

São recitadas essas orações para pedir a Deus um veredicto totalmente positivo para o novo ano. Roga-se à 'Ele' para “apagar” qualquer decreto Celestial negativo contra a humanidade e julgar favoravelmente, pesando os méritos e relevando os deméritos. Pede-se à 'Ele' que estimule a todos espiritualmente – dando forças, motivação e disciplina para executar a Sua Vontade. Tais súplicas não são exclusivas de Rosh Hashaná; pois as preces diárias pedem a Deus para depositar no coração, o amor e a reverência em 'Suas' mãos, para que possam estudar zelosamente a 'Sua' Torá e cumprir os 'Seus' mandamentos. Mas tal pedido é enfatizado em Rosh Hashaná, pois é nessa festividade que Deus decide não só nossas bênçãos materiais, mas também espirituais, para o ano vindouro.


Mitzvot

Os 613 mandamentos ou 613 mitzvot é o conjunto de todos os mandamentos que, de acordo com o judaísmo, constam na Torá.

Oração para sermos a cabeça e não a cauda

O último dos alimentos simbólicos é a língua ou cabeça de um carneiro. A Cabalá recomenda o peixe. Certas comunidades judaicas usam outros alimentos em vez desses. Quando comem um dos dois, pede-se para que Deus nos abençoe e que, ao longo do ano recém-iniciado, possamos ser “a cabeça, e não a cauda”. Não se trata de uma prece apenas por sucesso, mas também um pedido a Deus para nos dar a oportunidade de sermos forças proativas e efetivas, no mundo – fontes de sabedoria, liderança e bondade. Pede-se a Deus que dê a oportunidade de ter influência positiva sobre os demais, seja como pais, educadores, líderes comunitários, empresários ou profissionais. Vivemos em uma geração em que os líderes sábios, verdadeiros e abnegados são raros. Ora-se pela capacidade de exercer liderança com sabedoria, bondade e eficácia.

Outra razão para comer língua ou cabeça de carneiro é que isso faz lembrar o animal que foi sacrificado em lugar de nosso patriarca Itzhak. Na verdade, essa última prece menciona os dois primeiros patriarcas – Avraham e Itzhak (Abraão e Isaac) – ao se referir ao episódio conhecido como Akedat Itzhak – quando Deus ordenou a Avraham sacrificar seu filho. Esse relato é um dos temas principais em Rosh Hashaná: surge, com relevância, na oração de Mussaf e constitui a leitura da Torá do segundo dia da festa.


fontes de pesquisa:

Rabino Joseph Saltoun

sites:

http://www.morasha.com.br/rosh-hashana/o-significado-dos-alimentos-simbolicos-de-rosh-hashana.html

http://www.chabad.org.br/datas/rosh/rosh001.html

https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/603057/jewish/Yom-Kipur.htm



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